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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Em reunião com Lula, Renan diz que decisão do Senado será política e de mérito



 Petistas já jogaram a toalha, ninguém dentro da legenda vê uma chance de que Dilma escape do Impeachment. 

O futuro presidente Michel Temer articula muito bem cada passo dado para que o impedimento de Dilma Rousseff seja aprovado pelo Senadores, assim como foi na Câmara.

Lula, o coração do PT, também parece convencido de que não há muito o que fazer para reverter a situação, por este motivo os petistas já sinalizam que vão fazer oposição severa contra o novo Governo. 

 O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu hoje (26) o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em sua residência oficial em Brasília. 

Lula saiu do encontro sem conversar com a imprensa, mas o presidente do Senado disse que ele está “preocupado com o que chama de desdobramentos desse processo político e da crise” vivida pelo país. 

Segundo ele, o ex-presidente não tratou da PEC em tramitação no Senado propondo a convocação de eleições para presidente e vice, em outubro deste ano.

“Eu reforcei para o presidente Lula o papel histórico do Senado Federal, o meu esforço pessoal para ampliarmos a previsibilidade política e constitucional e que o Senado, ao final e ao cabo, vai julgar [o pedido de impeachment]. Que seria uma decisão política, claro, mas que também seria uma decisão de mérito com relação a sabermos se a presidenta [Dilma Rousseff] teria cometido ou não suposto crime de responsabilidade”, contou Renan Calheiros. 

“Ao reforçar o papel histórico do Senado, eu disse para ele que é inafastável a posição de isenção do presidente do Senado Federal”, completou. 

 Renan disse estar convencido de que seu papel deve incluir conversas com todos os “atores dessa crise política” e reforçou que “conversar não arranca pedaço”, garantindo que continuará fazendo isso com todos os que vierem a procurá-lo.

 “Eu, hoje, recebi os movimentos sociais, recebi os prefeitos e amanhã eu vou conversar com o vice-presidente Michel Temer e, logo em seguida, com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves. Eu acho que o papel do presidente do Senado Federal é exatamente esse, é conversar com todo mundo para, em todos os momentos, demonstrar isenção e responsabilidade com o país. Inclusive com a presidenta da República, que pediu para conversar. E toda vez que ela pedir para conversar eu conversarei com ela, porque entendo que meu papel é exatamente esse”, afirmou. 

 O presidente do Senado voltou a dizer que vai passar a presidência da Casa para o presidente do Supremo Tribunal Federal antes do momento previsto na Constituição, para que ele conduza os trabalhos relacionados ao impeachment. 

A Carta prevê que Ricardo Lewandowski deveria assumir a presidência do Senado no dia do julgamento sobre a cassação do mandato de Dilma Rousseff, mas Renan quer que ele assuma uma sessão antes. 

 “Votada a admissibilidade do processo de afastamento, se for o caso, nós passaremos a presidência do Senado, nesse caso, especificamente, ao presidente do Supremo Tribunal Federal. E caberá a ele a condução de duas reuniões públicas. Uma que pronunciará ou impronunciará a presidente da República, mas ela acontecerá mais ou menos uns 15 ou 20 dias da decisão final, que será uma decisão de mérito pela qual o Senado Federal julgará se a presidente cometeu ou não o suposto crime de responsabilidade”, disse. 

 Renan Calheiros afirmou que usará todo o prazo de 48 horas previsto para pautar o plenário do Senado para votar o parecer da Comissão Especial sobre a admissibilidade do processo de impedimento, depois que ele for aprovado pelo colegiado. “eu farei isso dentro do prazo para resguardar a isenção”, afirmou.

Fonte: Em reunião com Lula, Renan diz que decisão do Senado será política e de mérito | Agência Brasil

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