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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

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A saúde no Brasil inteiro é precária e esta na UTI faz tempo, dizer isso é chover no molhado mais uma vez, já que as mazelas são as mesmas há décadas e as desculpas também não são diferentes. Falta de dinheiro, profissionais, material e muito mais que contribuem para um quadro melancólico, assustador e muito desolador.





O Brasil melhorou sim, isso é um fato inegável, mas os gargalos históricos que abordam princípios básicos da nossa Carta Magna como Saúde, Educação e Segurança parecem ficar piores a cada dia. Muitas são as promessas de campanha que vão melhorar o sistema, que o cidadão terá qualidade de vida e serviços eficientes nestas áreas, mas após o fechamento das urnas, logo começam as desculpas para o não cumprimento daquilo que foi prometido durante a campanha eleitoral. Na verdade todos sabem quais são e onde estão os problemas, mas primeiro precisam cumprir acordos que os levaram ao poder e ai sim pensar em fazer algo em beneficio do povo.





Aquelas ações que estão estampadas nas propagandas oficiais, que também são constitucionais, realizou muita coisa ao longo dos anos, boas para a população, que muitas vezes não prestam atenção no que esta acontecendo a sua volta e acabam interpretando um acontecimento apenas pela visão do crítico opositor ou só enxerga benefícios e não vê mazelas, como quer o governante e seus pares.




O Brasil melhorou e muito, esta saúde que freqüenta as páginas dos jornais ou esta quase todos os dias na pauta dos telejornais sendo pintada como algo absurdamente degradante para o cidadão, não é nem de longe a ideal para atender a população, e não serei eu quem vai dizer o contrário ou que está uma maravilha. Porém tenho apenas obrigação de relatar na minha ótica e experiências vividas com a Saúde pública ao longo da vida.





A saúde de hoje é precária e deixa paciente sem atendimento, por que um médico que deveria estar no hospital da rede publica, faz atendimentos no mesmo horário em clínicas particulares, isso é fato e ocorre em vários cantos do Brasil. É mesma saúde também que hoje em dia proporciona ao cidadão de baixa renda ter até o remédio do seu tratamento de forma gratuita. O lado ruim das notícias é amplamente difundido, mas o aspecto positivo não ganhará destaque ou talvez nem chegue a ser citado nos noticiários por que a notícia boa geralmente não comercializa jornais, pelo menos não tanto quanto as tragédias.





Em um tempo não muito antigo não existia a democrática maneira de tratar os nossos enfermos como pelo Sistema Único de Saúde (SUS), um primoroso modelo de atendimento que é sim bom, mas que não chega a funcionar adequadamente justamente por causa dos interesses particulares de alguns poucos que muitas vezes se sobrepõe aos anseios e direitos da população, o SUS foi um achado inteligente no Brasil.





O Brasil que privatizou muito nos anos 1990 e não é raro ter gente criticando os dirigentes da época tais privatizações, talvez até os críticos sejam os mesmos que privatizam e vendem o patrimônio do povo hoje, mas não percebem ou não querem perceber, que se poucos ganharam horrores de dinheiro, por outro lado a abertura do mercado e a desestatização possibilitaram à população ter acesso a serviços melhores e mais em conta, como o da telefonia que hoje se faz presente na vida de quase todos os brasileiros, seja através do telefone fixo ou celular.





Antes das privatizações de FHC, o considerado desastroso governo de Fernando Collor de Melo já havia tomado a decisão de abrir o mercado brasileiro para produtos estrangeiros, o que na ocasião para muitos “entendidos” seria o fim da indústria nacional, se transformou em uma boa ferramenta para melhorar nosso setor produtivo e sua competitividade interna e externa. A industria nacional não padeceu e ainda melhorou.





Não quero ser mal interpretado por alguém que talvez imagine que eu seja defensor do político Fernando Collor, que faça parte do PSDB ou que corroboro com os ideais dos Petistas deste país, não é nada disso, e também não critico os programas sociais, estas mal traçadas linhas quer apenas expressar a opinião de um brasileiro que há 33 anos trabalha com a notícia e que acompanhou in loco as transformações do Brasil. Em meus quase 42 anos de vida, me considero um privilegiado por ter acompanhado a evolução e a transformação do Brasil e ter ajudado a difundir isso por ai.





O Brasil de hoje tirou quarenta milhões de pessoas da miséria, mas também viu aumentar na mesma proporção a corrupção em todas as esferas dos poderes da República. O Brasil de hoje já é reconhecido e ainda luta para ser respeitado internacionalmente, mas não consegue coibir os desatinos daqueles que deveriam ser exemplo para a população, não consegue punir exemplarmente aqueles que desrespeitam o bem publico.





O Brasil de hoje é capaz de oferecer benefícios bilionários a FIFA para receber uma Copa do Mundo que poderá deixar um legado muito pobre ao povo e uma conta altíssima para todos os brasileiros. Enquanto isso nas unidades de saúde sequer tem material para se fazer um curativo ou um remedinho básico como dipirona para aliviar uma dor de cabeça.





Parece que de tanto assistir o caos e ver o mesmo enredo, o povo brasileiro parece que vai perdendo sua capacidade de indignação e discernimento para enxergar o que é certo. O que traz benefícios daquilo que esta completamente fora da ordem e não contribui para a qualidade de vida do cidadão e sua família.





Em 2011 ficamos assistindo movimentos organizados tentando se promover, utilizando as famosas marchas conta isso ou aquilo, atos e manifestações que acabaram perdendo a legitimidade, mesmo defendendo causas muito nobres, por ter interferência direta de governos ou partidos políticos que não desejam mudar nada do que existe de ruim por ai. O que eles querem é usar o cidadão como massa de manobra para conquistar seus objetivos pessoais ou de um pequeno grupo. Querem o poder pelo poder e só.





Aqueles que estão de fora do poder brigam para telo, quem já detém o poder faz de tudo para manter se nele a qualquer custo. A população fica no meio desse fogo cruzado, muitas vezes sem noção para distinguir o que é realidade e o que é ficção na voz de quem se autodenominam defensores do povo, da moral e dos bons costumes.





As marchas contra qualquer coisa se multiplicaram pelo Mundo em 2011, sempre buscando alguma mudança ou melhoria para o povo. Nos países da África e da Ásia as manifestações serviram para derrubar ditaduras, nos Estados Unidos e na Europa os movimentos têm reivindicado melhorias no sistema financeiro, e por aqui as marchas ou não surtiram efeito ou não serviram para nada.





No Brasil se estes movimentos lutassem por algo que vá de encontro aos anseios e necessidades do povo teriam credibilidade e força, confesso que ainda não vi nenhum com legitimidade para acontecer, pois tem sempre alguma entidade ligada a partidos políticos ou a governos envolvidos na questão.





Que tal as marchas serem feitas para reivindicar o cumprimento da Constituição Brasileira, sobre tudo aqueles artigos que defendem os direitos básicos do cidadão?


Isso eles não fazem por que não dá visibilidade que eles querem e de quebra vai contra os seus próprios interesses, ou seja, a favor do povo. Os nossos políticos que brigam muito por alguma coisa, não almejam nenhuma mudança no sistema que ai esta, eles só querem alcançar ou manter o poder.





O Brasil melhorou nos últimos trinta anos, é verdade, e todos que passaram pelo poder neste tempo, errando ou acertando, deram sua parcela de contribuição para o Brasil que temos hoje, ainda está muito aquém daquele Brasil que queremos, mas que caminha na direção certa de uma forma torta. Se eles não desviassem tanto já teriamos chegado lá.





O Brasil está melhor em muitos aspectos, mas que tem muito a percorrer até que se torne de fato um país de todos e para todos os brasileiros. A corrupção é nosso principal gargalo, a maior de todas as mazelas que temos que resolver. Se não dermos um basta na corrupção, jamais iremos alcançar o patamar de primeiro Mundo e não passaremos de um País emergente que um dia foi visto como o país do futuro, mas que nunca vai deixar de ser uma nação atrasada e pobre.














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